sexta-feira, 18 de maio de 2007

- Capitulo 1° - A dança das armas Parte II

As estocadas na porta continuavam, o ambiente ficava cada vez mais frio, parecia que a presença do menino dentro da sala a transformava em um ambiente gélido como se fosse um túmulo de gelo. Os dois ali parados, o menino com a mão aberta a espalmar o peito do jovem Rache, por alguns segundos, as lágrimas do rosto de Rache, escorriam devagar, como se estivesse em câmera lenta. Sua visão se torna aguçada, ele consegue enxergar cada detalhe da cena com perfeição, desde o menor grão de poeira voando em volta da maçaneta da porta recém abalada. Alguns segundos depois a sensação some, e ele volta ao normal, mas ainda assim se sente muito revigorado, e pronto pra travar 100 batalhas de dias inteiros.


Rache Pensando: O tempo realmente está parado, mais ainda consigo me mover, mesmo que devagar, olhe... que lindo que é o tempo devagar, sinceramente me sinto tão bem vendo essa cena o quanto me senti bem na primeira noite que minha família toda passou a virada do ano junta. Agora me lembro, foi a ultima vez que eu a vi sorrir. Ela estava tão linda naquele dia...

Cada movimento pode ser tão bem observado, tudo tem tantos detalhes, o deslocamento de cada fibra de músculo que eu tenho no braço, o que é esse tipo de visão que eu experimentei ...? E porque diabos, essa porta não veio a baixo ainda?

Nisso seu pensamento antes que tomasse algum rumo próspero e conclusivo, Rache é interrompido pelo 9°.

9°: - Cresce a semente dentro de ti filho, não te espanta, sua hora de discordar de tudo que vives e livrar-se de sua maldição de carne vai chegar, não se preocupe com a porta, ela não vai ceder.

O 9° tinha uma inscrição, feita a cicatrizes, bem no meio do peito, lá se conseguia ler “Teufel”.

Rache: - Mas garoto, por que está sendo assim? Não sou seu pai, não conheço sua pessoa, porque me paras ao meio da noite, puxando meu lençol e balançando minha cabeça? Me fazendo ver todas essas coisas, você quer me comprar ! Para que você precisa de mim, se, claro, dotado de poder magnífico és.

Nesse momento Rache nota que não mais abria a boca e falava, na verdade seus pensamentos estavam interconexos com os do 9°.

9°: - Eu não preciso realmente de ti humano, poderia escolher outros, mas escolhi você por motivos que não fariam sentido algum se os explicasse agora.

E apontando para o peitoral do 9° ele perguntou.

Rache: - Entendo, e o que é Teufel?

Um forte deslocamento de energia ribomba entre os dois, jogando uma para cada lado do quarto frio, o peito de Rache começa a queimar em brasa viva, ele, nisso, solta um grito desesperado de dor. O tempo que estava passando até agora devagar, retorna ao normal.

9°: - Acalme-se! Gritou o 9° do outro lado do quarto.

- Não vai doer só dessa vez, então, espero que tenha aprendido a lição. Pegue o pano que eu amarrei no seu braço e ponha sob seu peito. Vai trazer-lhe certo conforto.

Esse é um nome a muito esquecido. Você não deveria tê-lo pronunciado, é fraco demais ainda para suportar, agora não temos mais o tempo que achei que tínhamos, anda, depressa, vamos sair daqui.

Rache se levanta e começa a vestir a calça e diz: Então, você pretende nos matar a todos?

9°: - Matar a todos? Hahahahaha, você com certeza leu muitos quadrinhos e ouviu estórias de terror em acampamentos não ?

Ver o garoto daquele tamanho rindo da cara de Rache o deixava extremamente irritado.

9°: - Não todos, alguns de vocês já nasceram mortos.

- Hahaha, entenda, não sou mal. Eu apenas tenho que fazer o que faço, porque todos nascemos com um propósito. O meu, é achar os Kriegers, Venha... vamos... eu vou te dar um dia inteiro pra você entender e decidir onde quer ficar, mas nesse momento temos que sair daqui.

E como num filme de ficção eles começam a desaparecer, mas entre o começar e o desaparecerem completamente Rache pode ver perfeitamente a porta se estilhaçando em 1000 pedaços, um grupo de 7 homens entrando e metralhando os dois, mesmo que nenhuma bala os atingisse. Também atrás dos homens armados, uma criança bem parecida com o 9°, só que bem vestido, de terno, com um medalhão pendurado com o mesmo desenho que o 9° portava na sua mão direita.

E no meio tempo Rache ainda teve tempo de pensar.

O que eram esses garotos?

Para onde ele estava indo?

Iria perder sua vida normal?

Ele parecia ter medo e ao mesmo tempo estar gostando disso tudo, essas mudanças pra ele realmente eram coisas magníficas. Mas, pairavam essas duvidas na cabeça dele.

Quem realmente é o 9°?

O que é o Vergessenheit?

O porque diabos eu sou um Krieger? ... sou?

Um comentário:

Esther disse...

lindo ^^

continue escrevendo q eu estou lendo xD

=*****